sexta-feira, 12 de julho de 2013

Telexfree consegue bloquear investigação

Inquérito foi suspenso no Acre para se concentrar num só Estado                                                                 Edson Chagas - GZ                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O inquérito policial que investiga, no Acre, irregularidades da empresa capixaba Telexfree foi suspenso por uma liminar da Justiça. Além dos donos da empresa, pelo menos cinco associados da companhia estão na mira do procedimento criminal acriano.


A Telexfree entrou com uma ação solicitando o arquivamento do inquérito do Acre, na última quarta-feira. A decisão a favor da empresa foi concedida pelo desembargador Francisco Djama, do Tribunal de Justiça no mesmo dia. Porém, o mérito do pedido ainda será analisado. A empresa é alvo de inquéritos policiais e cíveis no Acre e também em diversos Estados, inclusive no Espírito Santo.

Em Vitória, a companhia é investigada pela Delegacia de Defraudações de Vitória (Defa) sob a acusação de formação de pirâmide financeira.

No Acre, além de crime contra a economia popular, a Telexfree é investigada por lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

O advogado da empresa, Horst Fuchs, explica que a suspensão do inquérito policial do Acre está relacionada à quantidade de investigações criminais abertas em outros Estados.  “É ilegal ter tanto inquérito aberto para investigar o mesmo crime. O Direito proíbe esse acumulo de acusações. Para conseguir a liminar, o argumento que usamos é que já respondemos um outro inquérito no Espírito Santo. Queremos concentrar as investigações no Estado, principalmente, porque já conseguimos uma decisão aqui impedindo a prisão dos sócios da Telexfree”, diz.

Apesar do bloqueio da continuidade do inquérito criminal, as atividades da corporação continuam suspensas. A liminar que a Telexfree conseguiu não derruba a decisão da juíza acreana Thaís Khalil que impede a empresa de pagar os associados e ainda recrutar novos divulgadores.

Investigação

No Espírito Santo, o inquérito policial aberto contra Telexfree conta com informações reunidas em todos os Estados.

Na próxima semana, os responsáveis pela investigação criminal do Acre devem vir a Vitória para entregar as apurações à Delegacia de Defraudações. A liminar não proíbe a troca de informações entre as duas corporações.

A Polícia Civil do Acre quer ter acesso também ao depoimento prestado pelo dono da empresa, Carlos Roberto Costa, ao delegado-adjunto da Defa, Geraldo Martinho, na última terça-feira.

Suspeita de vínculo com a BBom

As investigações que bloquearam as contas bancárias da BBom, em Goiás, apontam para uma relação da empresa com a Telexfree. As duas são acusadas de formação de pirâmide financeira e negam que tenham qualquer vínculo. As possíveis ligações entre as empresas vieram à tona devido à migração de associados da Telexfree para a BBom.

Segundo o advogado da Telexfree, Horst Fuchs, a corporação desconhece as denúncias. “Não podemos afirmar se a BBom é pirâmide ou não. Só sabemos que a Telexfree é lícita. Com tanta investigação só fica provado que falta regulamentação para o marketing multinível”, diz. Ninguém da BBom foi encontrado para falar.
Fonte: A GAZETA

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