A empresa tenta reverter a decisão da juíza da 2ª Vara Cível, Thaís Borges, que decidiu bloquear todas as operações de cadastro de clientes, pagamentos e divulgações, sob a alegação que os lucros de uma possível pirâmide financeira pode prejudicar várias famílias.
Na semana passada, Samoel Evangeslista negou o pedido de derrubada da liminar que impede as atividade da TelexFree. A manutenção da decisão da magistradade 1º grau causou uma série de protestos e divulgações de falsas informações pelas redes sociais.
A expectativa de um novo julgamento veio acompanhada da decisão do Ministério Público Estadual (MPE) em oferecer à Justiça uma denúncia contra os sócios da empresa sob a acusação de crime contra a economia popular.
Caso haja a negativa de todos os recursos no âmbito estadual, os advogados poderão apelar para o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo o MPE, mais de 70 mil pessoas no Acre estão cadastradas como divulgadores da empresa, realizando postagens e oferecendo os pacotes com o objetivo de garantir a alta nos rendimentos.
O Ministério da Justiça também já entrou no caso. Após receber várias denúncias de diversos Procon’s, abriu inquérito administrativo, na semana passada, para apurar se o “trabalho” é realmente uma pirâmide financeira.
Os divulgadores da Telexfree pressionam diariamente no Ministério Público do Acre (MPE). Eles fecharam por diversas vezes a rua de acesso ao prédio e agridem oralmente os funcionários da instituição. Hoje, eles protestam em frente ao Fórum Barão do Rio Branco.
Reclamação
Muitos divulgadores reclamam do problema. Uns alegam prejuízo por parte do bloqueio dos pagamentos. É caso do empresário Leonardo da Silva, 28 anos. Ele diz ter investido R$ 20 mil e ter ganhado os lucros, mas fez contas contando com o ‘salário’ mensal.
“Tenho contas parceladas contando com o ganho da empresa. Com o bloqueio, como vou pagar? Não vejo isso sendo crime e creio que tudo isso passará”, comentou.
Para maiores ganhos, os divulgadores devem recrutar pessoas. Assim cria-se a chamada rede. O valor mínimo para entrar era de R$ 600 a R$ 800, mas uma produtora rural vendeu alguns bens para investir com R$ 20 mil e, após dois dias veio a decisão da Justiça, que fez o “patrão” perder o sono.
“O meu investimento eu tirei, mas pediu muito para essa produtora entrar na rede. Ela entrou com R$ 20 mil e dias depois tudo foi bloqueado. Estou perdendo o meu sono porque ela não sabe o que está ocorrendo por aqui e não sei como vou explicar a situação”, disse. Fonte :A GAZETA NET
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