Sobreviventes reclamaram que não havia médicos o suficiente para socorro
Avião pega fogo após pouso forçado no aeroporto de São Francisco, nos Estados Unidos - David Eun/Twitter
Divulgado nesta quinta-feira, o áudio de vários telefonemas à polícia da Califórnia revela os momentos de terror pelos quais vítimas e testemunhas passaram após o acidente de um avião em São Francisco no sábado passado. Segundo a CNN, equipes de socorro chegaram ao local 2 minutos após o acidente para socorrer os feridos – 123 no total, além de duas mortes -, mas testemunhas ligaram repetidas vezes à polícia pedindo ajuda por achar que o serviço estava demorando demais.
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Piloto diz que não conseguia ver a pista antes de acidente
Comissários foram lançados para fora do avião no momento do acidente
“Eu estou vendo um acidente de avião no Aeroporto Internacional de São Francisco (SFO)”, disse uma das primeiras testemunhas que ligou para a polícia. “Um acidente aéreo no SFO?”, pergunta o atendente. “Sim, ouvimos uma grande explosão, e um avião caiu aqui no SFO, ainda não vemos bombeiros ou algo assim”, disse.
A conversa mais chocante é a de um sobrevivente do acidente e o atendente, que pergunta qual é a pista em que o avião caiu. “Nós estamos no aeroporto de São Francisco e nosso avião acabou de cair no pouso, nós precisamos de alguém aqui, alguém aqui o mais breve possível”, disse um passageiro. “Qual pista?”, pergunta o atendente. “Eu não sei qual pista, nós literalmente acabamos de sair do avião”, responde.
“Nós estamos aqui no chão, não sei, há 20 minutos, meia hora”, disse uma mulher à polícia. “Há pessoas aqui esperando na pista com sérios ferimentos na cabeça. Estamos quase perdendo uma mulher aqui, estamos tentando mantê-la viva”, afirmou em desespero.
“Acabamos de sair do avião acidentado e há um monte de gente aqui que precisa de ajuda e não há médicos o suficiente”, disse outro sobrevivente. “Há uma mulher aqui com queimaduras severas na cabeça e não sabemos o que fazer”, afirmou. O atendente disse que a ajuda estava a caminho.
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Acidente - O Boeing 777 da companhia aérea sul-coreana Asiana bateu com a cauda na pista no momento de aterrissagem, girando em 360 graus e depois pegando fogo. Duas adolescentes chinesas de 16 anos morreram no acidente. Das 307 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulação, 123 ficaram feridos. Alguns ainda estão hospitalizados em estado grave.
Agora, o Departamento Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA investiga a causa do acidente, em meio a acusações de falha humana por parte dos pilotos. Um deles disse que, a cerca de 500 pés (152 metros) do chão, foi cegado por um clarão. O piloto responsável pelo voo estava em treinamento, tinha pouca experiência com o modelo e realizava seu primeiro pouso – não se sabe se manual ou automático – com a supervisão de um copiloto mais experiente, que por sua vez realizava seu primeiro treino.
Sabe-se que só 90 segundos depois da colisão, quando um tripulante viu fogo no lado de fora, veio a ordem de retirada, e 30 segundos depois chegaram os primeiros veículos de resgate, segundo Deborah Hersman, diretora do Departamento Nacional de Segurança dos Transportes dos EUA. Inicialmente, os passageiros do avião da Asiana Airlines receberam a orientação de não deixar a aeronave depois que ela deslizou na pista do aeroporto da cidade. Três comissários foram ejetados com seus assentos do avião depois que a cauda do aparelho colidiu com um quebra-mar na cabeceira da pista, momentos antes do pouso.
Segundo Deborah, a desocupação imediata do avião não é necessariamente o procedimento padrão, e a decisão correta cabe aos pilotos. "Os pilotos indicaram que estavam trabalhando com o controle da aeronave", disse. "Não sabemos o que os pilotos estavam pensando, mas posso lhes dizer que em acidentes anteriores houve tripulantes que não desocuparam. Eles esperam outros tripulantes chegarem", disse ela. As regras de segurança estipulam que o avião deve ter condições de ser totalmente desocupado em 90 segundos.
Deborah disse que entrevistas com seis dos doze comissários de bordo indicam que não havia incêndio a bordo. A desocupação começou por causa do incêndio externo, combatido pelos comissários com extintores mesmo depois da chegada dos socorristas. Os outros seis comissários permanecem internados e ainda não foram ouvidos.
Os seis comissários que não estão hospitalizados foram apresentados pela Asiana em uma entrevista coletiva. Eles estão sendo tratados como heróis na Coreia do Sul.
(Com agência Reuters)











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