Familiares das vítimas da tragédia em Santa Maria receberão anjos de porcelana no Dia das Mães
A iniciativa foi organizada por uma depiladora de Santos, no litoral de São Paulo
Maurício Araujo / Especial
Já estão em Santa Maria os representantes do projeto "Meu Filho, Meu Anjo", de Santos, São Paulo. A comitiva formada por cinco pessoas desembarcou no Coração do Rio Grande ainda neste sábado.
No domingo, Dia das Mães, o grupo entregará 241 anjos de porcelana às famílias da tragédia na boate Kiss, em um almoço que será realizado pela Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia em Santa Maria (AVTSM). Cerca de 500 Familiares são esperados, confirmou o vice-presidente da Associação, Léo Becker.
Entre os representantes da comitiva estava Hagar Fernandes, 58 anos, uma das fundadoras do projeto que foi desenvolvido em Santos. A paulista relatou as dificuldades enfrentadas para conseguir colocar o projeto em prática e fazer com que ele chegasse a Santa Maria. Doações, rifas e sorteios foram algumas das formas encontradas pelo grupo para angariar fundos e garantir a presença na cidade.
—Não foi fácil, mas estamos muito felizes em poder estar aqui e compartilhar com as famílias esse momento tão simbólico, que é o primeiro dia das mães sem os 241 filhos. Mas, conseguimos e vamos levar os anjos aos familiares com muito amor e carinho— conta Hagar.
Entretanto, ela afirma que não quer que o domingo seja marcado pela dor e tristeza, mas sim pela superação das mães e pais, por mais difícil e doloroso que seja.
— Eu quero um dia de amor, para todos nós— declara.
Léo Becker e Ildo Torniolo, pais de vítimas, recepcionaram a comitiva e os acompanharam para conhecer a cidade. Nesta noite, eles irão jantar na casa de um casal de avós de uma vítima, que devem fazer um churrasco gaúcho para os paulistas. Às 13h de domingo, o grupo se despede de Santa Maria.
—Certamente será um dia das mães muito emocionante. Mas, temos e devemos superar. Por isso estaremos juntos, com apoio do projeto "Meu Filho, Meu Anjo", que nos ajudará a confortar uns aos outros. Só temos a agradecer a presença deles e o carinho que tiveram com os pais em trazer este presente, nossos anjos— acredita Becker.
Como aconteceu
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
A tragédia, que teve repercussão internacional, é considerada a maior da história do Rio Grande do Sul e o maior número de mortos nos últimos 50 anos no Brasil.
Em gráfico, entenda os eventos que originaram o fogo:

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Em site especial, confira todas as notícias sobre a tragédia
O incêndio na boate Kiss, no centro de Santa Maria, começou entre 2h e 3h da madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, quando a banda Gurizada Fandangueira, uma das atrações da noite, teria usado efeitos pirotécnicos durante a apresentação. O fogo teria iniciado na espuma do isolamento acústico, no teto da casa noturna.
Sem conseguir sair do estabelecimento, pelo menos 240 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridos.
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