quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Câmara dos EUA aprova acordo sobre dívida e país escapa de calote

Senado já havia aprovado texto; Obama disse que assinaria.
Com aprovação, serviços federais também serão reabertos.              Câmara dos EUA aprova acordo que eleva teto da dívida do país (Foto: Reprodução)                                 Os Estados Unidos escaparam, por pouco, de um calote histórico. A menos de duas horas do fim do prazo, a Câmara aprovou, na noite desta quarta-feira (16), um acordo que permitirá a reabertura dos serviços públicos federais e a elevação do teto da dívida do país, garantindo que os EUA tenham recursos para honrar suas contas. O prazo para aprovar o aumento do teto da dívida terminaria à 0h (1h de Brasília) desta quinta-feira (17).

Horas antes, o texto já fora aprovado pelo Senado. Ainda é preciso a sanção do presidente Barack Obama – mas ele afirmou, após a passagem do acordo pelo Senado, que assinaria "assim que chegasse" à sua mesa. Ele disse que terá mais a dizer sobre o assunto nesta quinta.
"O acordo vai reabrir nosso governo. Quero agradecer aos líderes por chegar a esse ponto", disse o presidente. Obama apontou, no entanto, que espera que da próxima vez um acordo não seja aprovado "na 11ª hora". "Temos que sair do hábito de governar por crises", disse.
Já o presidente da Câmara, John Boehner, um dos principais opositores ao governo Obama, admitiu derrota: "nós brigamos uma briga boa, nós só não vencemos", afirmou.
Acordo
O acordo foi anunciado no início da tarde no plenário do Senado dos EUA pelo líder da maioria, o democrata Harry Reid, e pelo líder da minoria republicana, Mitch McConnell. Segundo Reid, o texto prevê a elevação do teto da dívida do país até pelo menos o próximo dia 7 de fevereiro, e a reabertura do governo até 15 de janeiro. De acordo com o "Wall Street Journal", o acordo bipartidário fechado entre os senadores não inclui grandes alterações ao "Obamacare", o plano de assistência à saúde aprovado em 2010 e que tem sido o maior ponto de atrito nas negociações entre os dois partidos. A legislação determina, no entanto, novos procedimentos para determinar a renda de algumas pessoas que receberão subsídios para pagamento dos planos de saúde.
Os negociadores rejeitaram a proposta dos republicanos de adiar a cobrança de uma taxa de US$ 63 por pessoa em planos de saúde coletivos, incluindo empregadores, sindicatos e seguradoras.
Reabertura
Com a aprovação do acordo, os serviços federais fechados há 16 dias começarão a ser reabertos nesta quinta. Museus e monumentos devem abrir as portas às 10h (11h de Brasília), segundo a porta voz do Instituto Smithsonian. Já o Zoológico Nacional só deve reabrir na sexta.
Calote
Sem um acordo, o Tesouro norte-americano ficaria sem caixa para pagar suas dívidas com credores (juros de títulos), bem como benefícios sociais e corre o risco de dar calote – o que seria um fato histórico.
Em maio deste ano, os Estados Unidos atingiram o limite seu limite de endividamento, US$ 16,699 trilhões, mas avisou que, até o dia 17 de outubro teria "recursos extraordinários" para continuar pagando suas contas.
Em meio ao caos, a agência Fitch Ratings alertou que pode reduzir a nota de crédito dos Estados Unidos de AAA, citando como motivo a provocação política sobre a elevação do teto da dívida federal. De acordo com a agência, os Estados Unidos ainda teriam capacidade de fazer pagamento por apenas mais uns dias depois do dia 17 de outubro.
Imagem da sede do governo dos EUA refletida na água é feita do 15º dia de paralisação por falta de acordo. (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP)Imagem da sede do governo dos EUA refletida na água é feita do 15º dia de paralisação por falta de acordo. (Foto: Mark Wilson/Getty Images/AFP) Fonte : G1

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