quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Fugir agora (Larissa Manoela)

Sonho de Anna Clara é ser famosa como Larissa Manuela!

Google lança no Brasil serviço que reúne vagas de emprego anunciadas na internet

hábito de “dar um Google” chegou ao mundo do emprego. A empresa passa a mostrar no Brasil a partir desta terça-feira (30) uma lista de vagas de trabalho ofertas em diversos sites sempre que o internauta fizer buscas por ofertas de trabalho no Google.
Funciona assim:
  • Para ativar o recurso, basta digitar, por exemplo, “trabalhos em restaurantes”, “empregos em São Paulo” ou mesmo “trabalhos próximo a mim” na caixa de pesquisa do Google;
  • isso faz a ferramenta de busca rastrear as oportunidades disponíveis no site de diversos parceiros;
  • as vagas encontradas são listadas diretamente no resultado de buscas, em forma de cartões.
O chamado Google Jobs foi lançado em junho do ano passado nos Estados Unidos. Chega ao Brasil na primeira expansão internacional da ferramenta –o recurso também será levado aos outros países da América Latina.
“A combinação da alta taxa de desemprego e todos os dados de acesso [a serviços conectados] mostram como o brasileiro está ansioso para encontrar trabalho e usar todo tipo de recurso para melhorar sua situação econômica", afirma Nick Zakrasek, gerente de produto do Google, ao G1.
Moradores de Hortolândia aguardam na fila para vaga de emprego; desemprego no país cresceu durante a crise econômica  (Foto: Márcio Silveira/EPTV)Moradores de Hortolândia aguardam na fila para vaga de emprego; desemprego no país cresceu durante a crise econômica  (Foto: Márcio Silveira/EPTV)
Moradores de Hortolândia aguardam na fila para vaga de emprego; desemprego no país cresceu durante a crise econômica (Foto: Márcio Silveira/EPTV)
O Brasil fechou 20,8 mil postos de trabalho formais em 2017, terceiro ano consecutivo em que o país mais demite do que contrata.
Inicialmente, o Google Jobs vai expor no Brasil as vagas listadas por seis empresas:
  • Empregos.com.br
  • LinkedIn
  • Love Mondays
  • OLX
  • Trampos.com
  • Vagas.com.br
O novo recurso usa inteligência artificial para entender o tipo de trabalho buscado. E, segundo o Google, a ferramenta não usa dados pessoais para exibis ofertas de empregos baseadas nos interesses do usuário que foram captados pela empresa.
Google lança no Brasil serviço que reúne vagas de emprego anunciadas na internet (Foto: Divulgação) 

Empregos na busca

A partir do momento que os postos de trabalho são exibidos na ferramenta de busca, é possível aplicar filtros, como:
  • data em que a oferta foi publicada;
  • título da vaga;
  • setor a que pertence o posto;
  • localização: é possível selecionar apenas trabalho próximo ao domicílio; quando a opção for essa, o Google mostra quanto tempo demora para chegar à empresa empregadora e quais as opções de transporte (ônibus, metrô, carro etc).
Um atributo da ferramenta nos EUA que não chegará ao Brasil é o filtro de vagas conforme a faixa salarial. Segundo o Google, a implantação dessa comparação precisa de dados que nem sempre estão disponíveis nos anúncios publicados. “A gente viu que a maioria dos anúncios de vaga não fornece uma proposta de salário.”
Outras funções do Google Jobs são salvar uma vaga para ver mais tarde e criar configurações para o serviço disparar avisos quando o emprego dos sonhos estiver disponível.
“A procura por emprego é muito difícil de qualquer forma. A última coisa que você quer é que a tecnologia seja algo que te mande embora, porque você precisa se concentrar em outras coisas. Que encontrar uma vaga seja, ao menos, a parte fácil”, diz Zakrasek.

Inteligência artificial

Por isso, o novo recurso vai ter uma camada de inteligência artificial. “Ela vai servir nesse recurso para entender quais posições se aplicam a sua busca”, diz o gerente de produtos.
Ele explica:
“Se eu procuro por vagas de caixas de supermercado, há muitas formas de empregadores anunciarem postos assim. Podem chamar de ‘vagas para varejo’ ou ‘vagas de representante comercial’. A inteligência artificial da busca do Google consegue entender que todos esses trabalhos se referem à mesma posição.”

Emprego x dados pessoais

O Google promete não usar nesta ferramenta outros dados pessoais além da localização do usuário. Zakrasek afirma que analisar outras informações do internauta poderia fornecer resultados de busca inúteis.
“A gente poderia pensar que uma pessoa que pesquisou por escalada poderia querer receber ofertas de emprego de atividades ao ar livre ou em academias. Mas o que descobrimos, perguntando a pessoas reais, é que às vezes muitas pessoas usam o mesmo computador ou o mesmo telefone”, diz ele.
“Além disso, os interesses pessoais das pessoas podem não ter nenhuma relação com o que ela quer fazer profissionalmente.”

Google x parceiros

O modelo de funcionamento do Google Jobs se assemelha à fórmula do Google Shopping, sessão da busca do Google destinada a mostrar ofertas de produtos. Em junho de 2017, a União Europeia considerou que essa ferramenta era usada pelo Google, o maior motor de buscas da internet, para minar o alcance de outros comparadores de preço concorrentes. Por ver na prática um abuso de poder econômico, o bloco europeu aplicou uma multa de € 2,4 bilhões, um valor recorde para casos antitruste na Europa.
Questionado pelo G1, o Google afastou a hipótese do Jobs ser um risco à sobrevivência dos sites que reúnem as vagas que serão exibidas na busca. “A grande maioria das empresas fatura por meio de aplicações, mas também há aquelas que ganham dinheiro mostrando propaganda. Quando há mais tráfego de pessoas chegando, eles podem mostrar mais anúncios”, diz Zakrasek.
Para corroborar a afirmação, o gerente cita que, após seis meses de funcionamento nos EUA, houve aumento de 60% no número de empresas que ofereciam vagas na internet.

Fugir agora (Larissa Manoela)

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Abin abre concurso com 300 vagas e salários de até R$ 16 mil para Brasília

Após muita expectativa, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ligada à Presidência da República, lançou o edital de abertura de seu novo concurso público. São 300 vagas imediatas (o regulamento não menciona cadastro reserva) distribuídas em três cargos de níveis médio e superior: oficial, oficial técnico e agente de inteligência. Os salários são de R$ 16.620,46 (oficial), R$ 15.312,74 (oficial Técnico) e R$ 6.302,23 (agente). Todas as chances são para lotação em Brasília, apenas o cargo de oficial de inteligência área 1 (para qualquer graduação) admite trabalhar em qualquer Unidade da Federação.


Quem tem nível médio de formação pode concorrer a 20 vagas abertas para agente de inteligência. Outras 60 oportunidades são para Oficial Técnico de Inteligência, que admite inscrição de graduados em administração, economia, contabilidade, direito, psicologia, pedagogia, engenharia civil, engenharia eletrônica, engenharia elétrica, matemática, estatística, tecnologia da informação, arquivologia ou biblioteconomia. As demais 220 vagas são para o cargo de oficial de inteligência, para candidatos com curso de graduação em qualquer área de formação. 

Interessados em concorrer podem se inscrever entre 9 e 30 de janeiro pelo site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). As taxas para participar são de R$ 230 para oficial, R$ 210 para oficial técnico e R$ 190 para agente. O pagamento deve ser feito até 1º de fevereiro. 

O edital reserva 5% das vagas para candidatos com deficiência e 20% a negros. Haverá provas objetivas e discursivas para todos os inscritos em 11 de março (agentes farão ambos os exames à tarde, já oficiais farão provas objetiovas pela manhã e discursivas à tarde), além de avaliação médica, investigação social e funcional e avaliação psicológica. Prova de capacidade física será aplicada a quem disputar os postos de oficial e agente. Tais fases ocorrerão nas 26 capitais e no Distrito Federal (DF). Todos ainda deverão se submetidos ao Curso de Formação em Inteligência na Escola de Inteligência (ESINT) da Abin, apenas em Brasília. 
Fonte : Correioweb

Saneago lança edital de concurso público com 338 vagas e salários de até R$ 9,2 mil

A Saneamento de Goiás S.A (Saneago) abriu novo concurso público para nível médio (agentes, assistente e técnicos) e superior (analistas). São 338 oportunidades imediatas, com salários que vão de R$ 2.353,96 a R$ 9.262,41. 

Há chances para agente de saneamento, agente de operação, assistente de informática, técnico em sistema de saneamento, técnico de engenharia, analista de comunicação, analista de gestão, analista de saneamento, analista de saúde, analista de sistemas, profissional de engenharia, analista de comunicação (designe gráfico) e analista jurídico.


As inscrições podem ser feitas de 3 de janeiro a 5 de fevereiro de 2018, pelo site centrodeselecao.ufg.br. As taxas variam de R$ 85 a R$ 140. Segundo o regulamento da seleção, 34 vagas são reservadas a candidatos com deficiência. Haverá provas objetivas em 4 de março para os concorrentes a analista e agente de saneamento e em 18 de março para todos os demais cargos de nível médio. Alguns postos, como os que exigem nível superior ainda serão submetidos a provas discursivas, outros farão prova prática. 

Cidades de lotação

Os aprovados serão lotados em Anápolis, Campos Belos, Ceres, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Inhumas, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziênica, Morrinhos, Ouvidor, Palmeiras de Goiás, Porangatu, Rio Verde, Santa Helena de Goiás e São Luís de Monstes Belos.

A previsão é de que o concurso seja homologado em maio.
Fonte: Correioweb

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

CONCURSO PÚBLICO SANEAGO -GO 2018



SANEAGO - GO divulga Concurso Público com 338 oportunidades

Vagas são para profissionais de níveis Médio e Superior. Salários são de até R$ 9,2 mil.
Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017 às 08h15
SANEAGO - GO divulga Concurso Público com 338 oportunidades
A Saneamento de Goiás S.A. (SANEAGO) abrirá em breve as inscrições do Concurso Público destinado à contratação de 338 novos profissionais para cargos efetivos de níveis Médio e Superior, com jornadas que variam de 30 a 40 horas semanais e remunerações que vão de R$ 2.353,96 a R$ 9.262,41.
Há vagas para as funções de Administrador (5), Advogado (5), Agente de Operação (89), Agente de Saneamento (17), Analista de Comunicação (1), Analista de Saneamento (3), Analista de Sistemas (15), Assistente de Informática (5), Biólogo (14), Contador (4), Designer Gráfico (2), Economista (3), Enfermeiro do Trabalho (2), Engenheiro Agrônomo (1), Engenheiro Ambiental (1), Engenheiro Civil (40), Engenheiro Eletricista (2), Engenheiro Eletrônico (2), Engenheiro Mecânico (2), Geólogo (2), Médico do Trabalho (2), Psicólogo (1), Relações Públicas (1), Técnico em Agrimensura (2), Técnico em Edificações (22), Técnico em Eletrotécnica (33), Técnico em Mecânica (24), Técnico em Mineração (2), Técnico em Sistema de Saneamento (34) e Técnico em Telecomunicações (2).
Vale lembrar que os servidores atuarão nas regionais de Anápolis, Campos Belos, Ceres, Cidade de Goiás, Formosa, Goiânia, Inhumas, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Morrinhos, Ouvido, Palmeiras de Goiás, Porangatu, Rio Verde, Santa Helena de Goiás e São Luís de Montes Belos, respectivamente.
Dentro do total de chances, há aquelas exclusivas para candidatos que se enquadram nos itens especificados no edital completo deste certame, que terá validade de dois anos, contado a partir da data de sua homologação, podendo ser prorrogado por igual período. O documento está disponível em nosso site.
Os interessados poderão garantir participação no período de 3 de janeiro a 5 de fevereiro de 2018, exclusivamente via internet, pelo site www.centrodeselecao.ufg.br.As taxas de participação, que devem ser pagar por meio de boleto bancário, são de R$ 85,00 (Nível Médio) e R$ 140,00 (Nível Superior).
Como forma de avaliar os concorrentes inscritos, haverá aplicação de Provas Objetiva, Prática e Discursiva, de acordo com a função escolhida. As Provas Objetivas, de caráter eliminatório e classificatório e com questões de múltipla escolha, estão prevista para serem realizadas no dia 4 de março de 2018. Em nosso site é possível adquirir as Apostilas Digitais deste certame, elaboradas conforme o conteúdo exigido.
Jornalista: André Fortunato
Fonte: PCI Concursos

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

EMPREGO O PERIGO QUANDO SE FAZ UM POST

'Perdi meu emprego de 21 anos por postar uma foto no Facebook'


Rachel Burns no seu jardim



Quando Rachel Burns postou, no Facebook, uma foto de uma festa ocorrida no trabalho, ela não tinha a menor ideia de que isso acabaria com a sua carreira. O repórter da BBC Laurence Grissell acompanhou a história de Rachel ao longo de um ano.
"Eu amava o meu trabalho. É a minha vocação. Eu amo cuidar das pessoas", diz Rachel.
Por 21 anos, até dezembro de 2015, ela trabalhou no Park Hall, abrigo para idosos e adultos vulneráveis em Reigate, Surrey.
Ela começou lá como cuidadora assistente e foi subindo de posição. Nos últimos dois anos, atuou como gerente.
"Sempre havia atividades acontecendo. Eu queria que os residentes tivessem uma qualidade de vida decente."
Uma das atividades organizadas por Rachel para os moradores do Park Hall era a noite musical, que ocorria toda sexta-feira.
"Nós colocávamos flores nas mesas", diz Rachel. "Os residentes se arrumavam e tínhamos um jantar diferente toda semana."
Como uma apaixonada cantora amadora, Rachel se apresentava nas noites musicais, cantando de Roberta Flack a Nina Simone e Boney M.
"Os funcionários se levantavam para dançar com os residentes. Você podia ver o sorriso no rosto deles. Era uma coisa bonita de se ver."
Numa sexta-feira, Rachel voltou para casa após a noite musical e decidiu compartilhar, na internet, alguns dos momentos especiais daquela noite.
"Eu estava bem eufórica com o resultado daquela noite", conta Rachel. "Eu postei a foto pensando que seria vista só por algumas pessoas, os meus funcionários que estão no Facebook."
O reverendo David Walford, Rachel Burns e o cantor Row Matthews em uma performance em Park Hall, no Natal de 2014

Mas, dois meses depois, Rachel recebeu uma ligação convocando-a para o escritório da diretoria.
"Assim que cheguei lá, quando vi os rostos deles, percebi que estava em apuros."
Rachel tinha feito quatro coisas erradas. Ela postou uma foto no Facebook, identificou um residente do Park Hall na foto - um homem com síndrome de Down que, animado para ser fotografado, pulou para ser clicado ao lado dela -, postou um vídeo da noite musical, e era amiga, na rede social, de um parente de um dos residentes.
Todas estas ações violavam as regras do governo local, o Conselho Municipal de Surrey, que administra a residência de idosos. Dois dias depois, Rachel foi suspensa do trabalho.

O recurso

Desde o início, Rachel admitiu ao conselho todas as alegações, mas ainda assim queria apelar da decisão. "Eu sei que não deveria ter postado aquela foto, mas eu realmente mereço ter minha carreira de 21 anos sacrificada por um erro? Eu queria justiça, porque não achava que o que eles fizeram comigo era justo."
Rachel perdeu o recurso pedindo para não ser suspensa, e recebeu só dois dias para decidir se aceitaria ser rebaixada de posição - o que significaria um importante corte salarial - ou se encararia a demissão.
Ela pediu mais tempo para considerar as opções, mas o conselho recusou. Em vez de um prazo maior, Rachel, que hoje sofre com estresse e ansiedade, recebeu um telefonema dizendo que teria de tomar uma decisão imediatamente.
"Eu disse: 'Estou sob licença médica, meu médico não acha que eu possa tomar uma decisão dessa magnitude neste momento.'"
Mas Rachel foi informada que, se não aceitasse o "rebaixamento" de posição, seria demitida do trabalho, que lhe rendia £45 mil (R$ 193 mil) por ano (cerca de R$ 16 mil por mês), com efeito imediato.
"Eu recebi uma carta no dia seguinte que dizia: 'Sentimos muito que tenha decidido optar pela demissão'. E foi isso aí", conta.

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O irmão de Claire Pooley é o residente de Park Hall que aparece na foto que Rachel postou na internet.
Claire diz que o irmão ama ser o centro das atenções e compartilhar fotos com o restante da família. As sextas musicais eram o ponto alto da semana dele.
"Ele ama cantar e dançar", diz Claire. "Rachel e o pessoal simplesmente permitiam que ele florescesse numa sexta à noite."
"Desde o momento em que cruzamos a porta do Park Hall, percebemos que era um lugar especial", afirma Graham, marido de Claire. "A atmosfera, a cultura e o comportamento... As pessoas eram felizes ali e tinham muitos estímulos."
O casal diz que os funcionários de Park Hall encorajavam o irmão de Claire a cantar durante as noites musicais.
"Ele praticava e se preparava para isso, embora cantasse as mesmas três músicas toda semana", diz Graham. "Nós adorávamos vê-lo cantar. Isso trazia vida a ele, era incrível."
Nem Claire nem Graham acham que Rachel deveria ter sido demitida por postar a foto do irmão de Claire. "Nenhum de nós se incomoda com isso - tendo sido um erro de conduta ou não", diz Claire.
"Depois de 21 anos, é apropriado demitir a gerente que criou essa cultura e atmosfera neste abrigo especial?", questiona Graham. "A resposta é não, não é."

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É outubro de 2016 e Rachel decidiu levar o Conselho Municipal de Surrey à Justiça do trabalho, alegando demissão injusta.
"Eles tinham que entender que é da minha vida que estamos tratando aqui", diz ela. "Eu quero minha carreira de volta."
Uma audiência preliminar foi marcada para novembro. Mas ela não tem condições de arcar com um advogado pago e pretende encarar os advogados do conselho com a ajuda de um amigo, o reverendo David Walford, um capelão aposentado que nunca atuou nos tribunais e que admite ter sido retirado da sua zona de conforto.
"Eu fico muito feliz em defender as pessoas", diz David. "O que não me dá segurança é encarar pessoas que têm toda uma carreira dedicada a atividades relacionadas ao Direito."
Rev David Walford agreed to defend Rachel in court                                                                                                                      David estava em Park Hall na noite em que a foto foi tirada. Como Rachel, ele é cantor amador e se apresentava nas noites musicais.
"Eu já conheci muitos abrigos de idosos ao longo da minha vida como clérigo e capelão de hospital. Eu sabia a diferença entre o que eu estava acostumado a ver e o Park Hall. Cuidados com amor, não cuidados por obrigação - era isso que a Rachel estava dando. Pensar que a Rachel foi dispensada por causa disso me fez chorar."
Para piorar, o marido de Rachel, Gary, não está bem de saúde.
"Faz quatro anos que ele tem um tumor no cérebro", diz Rachel. "Ele era muito saudável, mas agora anda com uma bengala."
Gary está impossibilitado de trabalhar e, sem uma referência de empregador prévio, Rachel não consegue achar trabalho. Os dois estão acumulando enormes dívidas, sobrevivendo com seus cartões de crédito, mas esperam que os problemas de dinheiro sejam resolvidos, se tiverem sorte no tribunal.

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Duas semanas antes da data da audiência preliminar, Rachel está cantando de graça num pub local. Ela está no palco cantando Stuck in the Middle with You, do grupo Stealers Wheel, e pedindo para o público ocupar a pista de dança.
"É tanto stress. É uma loucura", Rachel disse, depois. "Por isso, noites assim são maravilhosas."
Ao longo da vida, Rachel continuou a fazer apresentações musicaisO dia da audiência preliminar em Croydon finalmente chega. Rachel, que sempre acreditou que o caso seria resolvido fora dos tribunais, diz que nunca imaginou que chegaria a este ponto. Ela está nervosa.
"Eu vou ter que me defender contra um dos advogados mais experientes de Surrey por ter cometido um erro em 21 anos de carreira. Eles me crucificaram."
O juiz marca uma data para o julgamento, mas é só daqui a sete meses, no começo de junho.
Então, de repente, perto do final de dezembro, Rachel recebe uma oferta de acordo do conselho. Por dois dias, ela considera aceitar os £ 7.500 (R$ 32.168), até mudar de ideia.
"Era uma piada, uma completa piada", diz Rachel. "E agora nem se trata do dinheiro. Trata-se de mostrar o que eles são."
Com o arrastar do caso, Rachel está sentindo a pressão. Ela está ansiosa e depressiva. Muita coisa está em jogo - ela e Gary estão numa situação difícil. As dívidas deles estão se acumulando, e a casa em Reigate, onde eles vivem com o cachorro border collie, Bramble, está com sete meses de aluguel atrasado.

O marido de Rachel e o cachorro deles, Bramble
Image captionO marido de Rachel e o cachorro deles, Bramble

"Estamos juntando centavos, literalmente centavos", ela diz. "Isso não termina nunca, não vai acabar nunca."
"Tudo o que eu fiz foi postar uma foto de um morador aproveitando a vida na residência de idosos onde eu amava trabalhar", diz ela, começando a chorar.
Em junho de 2017, o casal está em uma situação limite. Eles não têm dinheiro na conta bancária e nenhuma economia para os socorrer. Rachel teme perder tudo, inclusive o teto sobre a cabeça deles.
"Isso só mostra que, quando você pensa que tem tudo, pode ter tudo tirado de você assim, por um único erro", ela diz.
O julgamento também se tornou um peso para David. Ele está exausto. "Esse caso se tornou monstruoso", diz ele.
Dois dias antes de o julgamento começar, Rachel decide que vai desistir, não vai seguir adiante com isso. O marido, Gary, implora por quase três horas para que ela não desista agora. Esta não é a primeira vez que Rachel tem dúvidas sobre a decisão de continuar com o caso.
"Esse caso a destruiu", Gary explica. "Ela não tem mais confiança, ela não dorme mais. A gente briga muito mais agora. Tem sido desastroso."
"Eu tive que assistir à minha esposa se desmoronar lentamente por tudo o que fizeram com ela."
Finalmente, em junho, o julgamento que definirá o futuro de Rachel tem início. Ela apresenta uma série de evidências e várias testemunhas depõem. Mas, após dois dias, o juiz adia as oitivas, porque Rachel fica muito angustiada.
"É demais para mim", ela diz. "Eu pensei: 'Você me quebrou a um ponto em que não me sobrou autoestima para exercer novamente funções de gestão'. E é lamentável isso. Eu pedi desculpas. Eu contei absolutamente toda a verdade ao juiz."
As audiências finalmente são concluídas, mas sem uma decisão final. Rachel ainda precisa esperar outras sete semanas por uma resposta.

Image captionO reverendo David Walford concorodu em ajudar Rachel Burns na sua defesa
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É o começo de agosto de 2017, quase 20 meses depois de Rachel ser suspensa do trabalho, e ela tem boas novidades para contar.
"Eu venci! Meu Deus, eu venci!"
A corte acolheu o argumento de que a demissão foi injusta.
A juíza decidiu que a decisão do Conselho Municipal de Surrey de "rebaixar" Rachel era razoável, considerando que ela admitiu as acusações contra si. Mas a juíza também considerou que o prazo que o conselho deu a Rachel para decidiu se aceitava o rebaixamento ou se optaria pela demissão - de apenas dois dias úteis - não foi suficiente. O procedimento adotado, ela afirmou, foi uma falha fundamental.
"A justiça prevaleceu", Rachel diz. "É incrível como, quando você acredita em algo e sabe que é merecedora, você consegue continuar. Você persiste e persiste."

Image captionRachel Burns comemorou a decisão da justiça. "A justiça prevaleceu", diz

Mas Rachel terá que retornar ao tribunal no dia 13 de novembro para uma audiência de reparação, na qual a corte decidirá quanto ela deverá receber de compensação. Rachel não tem ideia de quanto será, mas teme que a soma seja reduzida porque ela confirmou as alegações contra si.
Ela e Gary agora têm uma dívida de cerca de £ 50.000 (R$ 214.453) e estão com 14 meses de aluguel atrasado. Além disso, Rachel acabou recebendo uma carta de referência do Conselho Municipal de Surrey, mas o documento diz que ela foi demitida por uma séria falha de conduta, o que torna incerta as suas perspectivas de achar trabalho.
"Eu própria, como administradora, não enxergaria de forma favorável um candidato assim", ela diz.
Apesar da vitória, voltar a trabalhar tem sido uma batalha. Antes de perder o emprego, dois anos atrás, Rachel já havia sido ser diagnosticada com estresse e ainda sofre de ansiedade e depressão.
Ao mesmo tempo, o emprego que ela amava se foi para sempre. Park Hall fechou as portas em 30 de junho, como parte dos planos do Conselho Municipal de Surrey de fechar todos os seis abrigos que administrava. Os moradores foram transferidos para outras residências para idosos e vulneráveis.
"Eu realmente amava Park Hall", diz Rachel. "Era como uma família para mim, mais do que trabalho."
Fonte: BBC BRASIL




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